terça-feira, 31 de agosto de 2010

É tipo não ficar de braços cruzados, fraga ?



Muito se fala sobre mobilização, conscientização, aquele lengalenga em prol de fazer com que as pessoas exerçam, de fato, sua autonomia. Mas, além disso, fazer com que as pessoas mudem sua própria realidade, saber que isso é possível.
Vivemos numa sociedade acomodada, onde não se vêem mais movimentos estudantis como antes, e até o próprio já perdeu força e a credibilidade de anos atrás. Numa sociedade onde as pessoas preferem assistir a revolução pela TV, que sempre tem alguém que vai fazer alguma coisa, sempre alguém para tomar frente, pensam que se eu deixar de fazer isso e, só eu, num vai mudar nada... As vezes acho que a tendência é piorar, as pessoas ficam mais acomodadas e desacreditadas, esperando que as outras pessoas tomem frente pra ir atrás, com medo de arriscar, de ‘meter a cara’, medo , medo e medo. Mas, cá pra nós, Seria realmente “medo” ? Prefiro olhar isso como um tipo de preguiça, aquela que impede de procurarmos nossos direitos, de não cobrar 1 centavo, de não jogar lixo na lixeira, que sempre tem alguém pra fazer isso e que não vai fazer diferença e talz...
Outra coisa, que está auxiliada com a negligência das pessoas com sua própria autonomia, é o pensamento coletivo. “Se tem muita gente fazendo tal coisa, vamos lá fazer ?” às vezes uso esse pensamento pra entender o porquê das pessoas gostarem de certos estilos musicais , (se tem muita gente dançando esse tal de rebolation, vamos, não deve ser tão vergonhoso), Mas até aí podemos ver que alguém teve que ‘meter a cara’ e mostrar pra galera que era bacana, fazer a tal ‘moda’. Sempre tem alguém que vai tomar frente, mas ficar esperando isso acontecer.... já sabe ?
Uma coisa é certa, por mais que saibamos que a sociedade é acomodada, pelos medos e preguiças sociais, as coisas vão acontecendo e se vc não fizer nada, as coisas passam e nada é feito. Faça as coisas acontecerem, permita-se, não tenha medo de responsabilidades, se você não fazer, quem vai fazer? É tipo não ficar de braços cruzados, fraga?

Um comentário: